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06 setembro 2011

“A poética da palhaçada”

Na primeira noite de Festival de Teatro de Guaramiranga, o grupo carioca Teatro de Anônimo levou o público às gargalhadas. A concepção estética do palhaço empregada no espetáculo combina com a mistura de circo e teatro de rua proposta para esta edição

A figura é plenamente reconhecível. Uma tinta alva em redor da boca, um nariz avermelhado, roupas chamativas desajustadas ao corpo e grandes sapatos. E ainda que se ache isso suficiente para se parecer palhaço, todas as características não garantem que você o seja, propriamente. Pois o palhaço só existe na relação com o outro.Ele surge do homem humilde e bebido (daí o nariz vermelho), morador das sarjetas, que usava trajes alheios doados e divertia as pessoas com suas presepadas. O palhaço é o divertidor das massas, mas tal estado de espírito coletivo quase nunca é alcançado através de atos bem-sucedidos. O personagem faz rir, em geral, de suas maiores virtudes e de seus piores defeitos. Riem por ser esperto… ou burro. Riem por ser habilidoso… ou desastrado. Mas o fato é: ri-se dele, goste ele ou não.

No último sábado, durante a abertura do XVIII Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, o grupo Teatro de Anônimo, do Rio de Janeiro, transformou a escadaria da igreja matriz em picadeiro para nos fazer pensar sobre esse lendário protagonista. Na verdade, para nos fazer rir. Rir não, gargalhar. Era essa a intenção, satisfatoriamente alcançada. No espetáculo “Roda Saia Gira Vida” (o primeiro do grupo nessa linha, montado em 1994), cinco atores executam com maestria a estética clownesca, pondo o público em contato com diversos tipos de palhaço. Existe a bufona, mal-humorada; o desleixado e crianção; a romântica melindrosa, metida a bailarina; a oferecida e o habilidoso, “amostrado”. E a composição de cada personagem é assim transparente. Perceptível e requintada, como um corte de bordado.

Na trilha sonora de suas hilárias presepadas estão Sinhô, Heitor Villa-Lobos e Pixinginha, dividindo espaço com folguedos populares. Na montagem original, todas as músicas eram executadas ao vivo. Em Guará, no entanto, apenas dois momentos da trilha foram musicados diante da plateia com direito a instrumentos como pandeiro, trompete, pratos e acordeão.

Durante a apresentação, os palhaços se valem de elementos circenses clássicos, como bolinhas e trapézios, para desenvolver espécies de esquetes. Ainda que haja quem discorde, a companhia essencialmente teatral busca no circo a ambientação e a linguagem, mas não migra das artes cênicas para a arte circense. Ainda é teatro, porque existem, sim, histórias sendo contadas.

Linguagem

Aliás, essa polêmica de localizar circo e teatro deverá surgir pontualmente ao longo da semana de espetáculos em Guaramiranga. A escolha de teatro de rua e arte circense para compor esta edição acaba trazendo à tona questões em torno desses fazeres artísticos. Algumas delas vão poder ser esclarecidas ou desenvolvidas no ciclo de debates, que acontece sempre nas manhãs do evento. Com o tema central “O teatro e a poética do espaço”, os debatedores Cida de Sousa (CE), André Magela (RJ) e Celso Nunes (SP) conversam sobre os espetáculos integrados a Mostra Nordeste de Teatro.

“Essa questão não me preocupa muito. Estamos mesmo vivendo um período em que as linguagens já são mais imbricadas. No caso do Teatro de Anônimo, o teatro deles pede emprestado elementos do circo, mas se constitui teatro à medida que mantém sua dramaturgia”, defende André Magela, coordenador do curso de Teatro – Licenciatura, da Universidade Federal do Ceará. Para ele, é oportuno esse espaço do festival para se fazer e pensar a arte que vai para a rua. “Teatro de rua é uma inteligente estratégia de inclusão social. De trazer as pessoas para perto do teatro e o contrário também: romper essa distância das artes cênicas e do público, sobretudo porque nossa vida já é teatralizada”, comenta o professor.

Na opinião de Magela, a transposição do teatro para a rua não está tão ligada à companhia, mas sim ao texto. “Eu acho que a pergunta não é se todo grupo teatral está apto a fazer montagens na rua, mas se todo trabalho pode ser adaptado para ela”, explica. Nesse caso, os atores precisariam, logicamente, resolver questões técnicas, mais propriamente vocais, para atuar em espaços públicos, mas poderiam se adaptar a isso. O texto dramático, no entanto, dependendo de sua proposta, muitas vezes torna-se inviável. “O importante é pensar que, ao ir para a rua, o ator precisa estudar como deixará algo naquele espaço. Como vai conseguir exprimir uma marca, gerar uma transformação no lugar ocupado”, ressalta Magela.

Análise

O destaque dado a “Roda Saia Gira Vira”, integrado ao festival por meio da Mostra Ceará Convida, não fora sem propósito. Entre os três espetáculos adultos que se apresentaram no dia de abertura, pode-se considerar que a montagem carioca garantiu a noite. “Charivari”, trabalho da companhia Ninho de Teatro, natural do Cariri, subaproveitou a energia dos atores e a qualidade da equipe de músicos na escolha do texto dramático.

A obra concentra-se tanto em fazer críticas à repressão sexual provocada pela Igreja Católica e às posturas, em geral, referentes a esse universo religioso, que perde a oportunidade de tornar o tom de debate social mais apurado, aglutinando temáticas mais atuais. Ainda que se possa dar destaque à qualidade dos figurinos e de elementos cênicos, que ajudavam a dar ao espetáculo um ar medieval, a dramaturgia pareceu, de certo modo, datada, sem brilho.

Já em “O Evangelho Segundo São Mateus”, do Grupo Delírio (PR), rememora-se a vida e os ensinamentos de Cristo por meio de uma conversa entre amigos, enquanto preparam pães. A proposta é interessante: um teatro dialogal, aproximado da plateia, a qual se convida para um café fresquinho ou para compor a Santa Ceia de Jesus, comendo de seu pão e bebendo de seu vinho. No entanto, o que se vê sobre o palco é um texto morno, acompanhado de atuações idem. Algo tão ameno e engessado, que chega a ser maçante, lembrando um comercial de televisão, inclusive. A 18ª edição do Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga segue até sábado, dia 10 de setembro, com programação gratuita. Uma média de cinco espetáculos se apresentam a cada noite. A repórter viajou a convite da organização do evento

MAIS INFORMAÇÕES:
XVIII Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga – Até 10 de setembro, em Guaramiranga. Gratuito. Programação completa e contatos: (85) 3321.1405, 8722.2677; fnt2011@gmail.com e www.agua.art.br

MAYARA DE ARAÚJO
ENVIADA A GUARAMIRANGA

[Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1037452]

03 setembro 2011

Ninho de Teatro abre hoje (03) a Mostra Nordeste do XVIII FNT

Charivari/ Divulgação

Charivari, primeiro espetáculo adulto e de rua do grupo Ninho de Teatro, de Juazeiro do Norte, abre neste sábado, 03, a Mostra Nordeste do XVIII Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga – FNT, que acontece até o próximo sábado, 10. O espetáculo é uma encenação para o premiado texto homônimo da dramaturga Lourdes Ramalho com direção de Duílio Cunha. Utilizando uma arena em plena praça pública para o desfile de personagens de cunho farsesco, a peça se propõe a rememorar as tradições carnavalescas medievais em diálogo com elementos do teatro contemporâneo e da cultura popular para fazer rir e, ao mesmo tempo, constituir um charivari de nossos tempos no qual o riso zombeteiro é a arma para correção dos males praticados. A apresentação será às 21h30 na Praça do Teatro.

O primeiro dia da 18ª edição do FNT terá ainda o grupo Garajal, de Maracanaú, com o infantil Uma Linda Donzela, na Mostra FNT para Crianças, às 17 horas na Praça do Artesanato. Às 19h30, o grupo Teatro de Anônimo, do Rio de Janeiro, leva à Praça da Matriz Roda Saia, Gira Vida, como parte da Mostra Ceará Convida. E o grupo Delírio, do Paraná, participa da mostra Palco Giratório, do SESC, com O Evangelho Segundo São Mateus, às 22h30 no teatrinho Rachel de Queiroz.

A programação deste sábado, terá ainda na Praça do teatro, solenidade de abertura às 21 horas e apresentações musicais às 20h com a Orquestra Cidade da Arte, e às 23h30, com os Tambores de Guaramiranga.

Com toda a programação gratuita, o FNT este ano conta com mais de 30 espetáculos, apresentados em praças ou espaços não convencionais. Apenas sete das montagens serão encenadas no teatrinho Rachel de Queiroz. A programação tem ainda, reusado, dramas, shows, contação de histórias, debates e encontro de artistas pesquisadores.

O XVIII FNT é uma realização da Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga – AGUA, com patrocínio da Oi. Apoio cultural: Governo do Estado do Ceará, via Secretaria da Cultura (SECULT) / Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Oi Futuro e COELCE. Apoio Institucional: Prefeitura Municipal de Guaramiranga. Parceria: Secretaria do Turismo (SETUR), SESC/FECOMÉRCIO.  Promoção: Jornal O Povo.

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SERVIÇO

XVIII Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (FNT) – De 03 a 10 de setembro em Guaramiranga/CE. Informações: (85)3321.1405, (85)8722.2677, fnt2011@gmail.com e agua@agua.art.br. Site: www.agua.art.br. GRÁTIS.

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PROGRAMAÇÃO DE SÁBADO E DOMINGO

03/09 – SÁBADO
17h – FNT para Crianças: Uma Linda Donzela (Grupo Garajal | CE).
Classificação: Livre. Local: Praça do Artesanato

19h30 – Mostra Ceará Convida: Roda Saia Gira Vida (Grupo Teatro de Anônimo | RJ).
Classificação: Livre. Local: Praça da Matriz

20h – Música no FNT: Orquestra Cidade da Arte | AGUA
Local: Praça do Teatro

21h – Solenidade de Abertura
Local: Praça do Teatro

21h30 – MOSTRA NORDESTE: Charivari (Grupo Ninho de Teatro | CE).
Classificação: 12 anos. Local: Praça do Teatro

22h30 – Palco Giratório | SESC: O Evangelho Segundo São Mateus (Grupo: Delírio | PR).
Classificação: Livre. Local: Teatrinho Rachel de Queiroz

23h30 – Música no FNT: Tambores de Guaramiranga | AGUA
Local: Praça do Teatro

04/09 – DOMINGO

 10h – Debate Mostra Nordeste
Local: Sala do Mosteiro

10h – Mostra Guaramiranga Em Cena: Reisado Santo Reis do Oriente e Reisado Mestre Vicente Chagas
Classificação: Livre. Local: Praça do Artesanato

17h – FNT para Crianças: O Lendário Mundo de Zico (Grupo Garajal | CE).
Classificação: Livre. Local: Praça do Artesanato

19h30 – Mostra Paralela: Triim (Grupo Barafustar de Teatro | CE).
Classificação: 12 anos. Local: Praça do Artesanato

20h – MOSTRA NORDESTE: Circuluz Brincante (Grupo Tapete Criações Cênicas | MA).
Classificação: Livre. Local: Praça do Teatro

22h – Música no FNT: Grupo G7 (Maciço de Baturité)
Local: Praça da AGUA

DÉGAGÉ
Assessoria de Imprensa
Jornalistas Resp: Sônia Lage e Eugênia Nogueira

01 setembro 2011

“Roda Saia, Gira Vida” na abertura do XVIII FNT

Foto: Hector Carranza

Teatro de Anônimo, do Rio de Janeiro, apresenta “Roda Saia, Gira Vida” na abertura do XVIII FNT.

 O primeiro mergulho profundo do grupo Teatro de Anônimo no universo dos clowns e das trupes mambembes será apresentado na noite de abertura do XVIII Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga – FNT, neste sábado, dia 03, às 19h30 na Praça da Matriz. O espetáculo é Roda Saia Gira Vida, que estreou em 1994 e atingiu sucesso de público e crítica. É um resgate da linguagem clássica numa revisão recheada de humor e poesia. Para embalar a montagem, o Teatro de Anônimo convidou músicos dos grupos Cordão do Boitatá, Dobrando a Esquina e Abraçando o Jacaré para executar o repertório do espetáculo ao vivo, que mistura Pixinguinha, Sinhô e Heitor Villa-Lobos com ritmos e folguedos populares.

O texto, ou a trama propriamente dita, é substituído pela lógica das “gags”, dos jogos e das coreografias cênicas, o que torna “Roda Saia, Gira Vida” um espetáculo para pessoas de qualquer idade e lugar, que queiram compartilhar momentos de encanto e alegria. O Teatro de Anônimo arma sua estrutura de ferros, sonhos, suor e fantasia, recriando a arte dos palhaços, dos bufões, equilibristas e acrobatas, convidando a plateia para momentos de entretenimento e de mergulho nas fontes inspiradoras da arte popular. A direção é de Júlio Adrião.

Fundado em 1986, o Teatro de Anônimo estrutura sua prática através da montagem e apresentação de espetáculos, da qualificação profissional de outros atores sociais, além do aperfeiçoamento de técnicas e modelos autênticos de gestão e administração coletiva, baseada na solidariedade, criatividade e cooperação.

O XVIII FNT é uma realização da AGUA, com patrocínio da Oi. Apoio cultural: Governo do Estado do Ceará, via Secretaria da Cultura (SECULT) / Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Oi Futuro e COELCE. Apoio Institucional: Prefeitura Municipal de Guaramiranga. Parceria: Secretaria do Turismo (SETUR), SESC/FECOMÉRCIO. Promoção: Jornal O Povo.

 

SERVIÇO
XVIII Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (FNT)
– De 03 a 10 de setembro em Guaramiranga/CE. Informações: (85)3321.1405, (85)8722.2677, fnt2011@gmail.com e agua@agua.art.br. Site: www.agua.art.br. GRÁTIS.

 

DÉGAGÉ
Assessoria de Imprensa
Jornalistas Resp: Sônia Lage e Eugênia Nogueira
01 setembro 2011

Espetáculos da Mostra Nordeste do XVIII FNT!

Foto: Arquivo AGUA

Um total de 72 espetáculos de 67 companhias dos nove estados participaram do processo seletivo da Mostra Nordeste do XVIII Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga – FNT, que acontece de 03 a 10 de setembro. Destes, foram selecionados dois do Ceará, dois de Pernambuco e um da Bahia, Maranhão, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte. Participaram da seleção espetáculos voltados para espaços não-convencionais, teatro de rua, performances, contação de história, circo-teatro, teatro popular e palco italiano. O critério utilizado pela comissão de seleção foi da qualidade do trabalho teatral, diversidade estética e como estes investigam o teatro de rua e o teatro na rua.

A comissão de seleção foi composta pelos seguintes profissionais: Silvero Pereira (Ator, artista plástico, graduado em Artes Cênicas pelo IFCE, diretor do Grupo Parque de Teatro na cidade de Aquiraz e Grupo 3X4 de Teatro em Fortaleza. É curador do Festival de Teatro de Acopiara/CE e professor do Curso Princípios Básicos de Teatro no Theatro José de Alencar); Thiago Arrais (Diretor teatral, professor efetivo do curso de Licenciatura em Teatro do IFCE e integrante do Movimento Todo Teatro É Político); e Vanéssia Gomes (Atriz do grupo Teatro de Caretas, mulitiplicadora do método Teatro do Oprimido e articuladora Rede Brasileira de Teatro de Rua).

ESPETÁCULOS SELECIONADOS PARA A MOSTRA NORDESTE

Qualquer Coisa a Gente Inventa (Grupo Os Bobos da Corte – BA):
Autora, diretora e atriz: Meran Vargens. 45min. Meran Vargens traz à cena sua contadora de histórias. Um desafio à imaginação. Uma sessão de histórias inventadas na hora a partir de estratégias de narrativas cênicas, onde o público, se quiser, inventa. A atmosfera é de encontro, intimidade e troca de experiências de vida que habitam nossas memórias, sonhos e nosso rico universo imaginário.

Charivari (Grupo Ninho de Teatro – CE):
Texto: Lourdes Ramalho. Direção: Duílio Cunha. É o terceiro espetáculo adulto do grupo e o seu primeiro de rua. Estreou em setembro de 2009. O espetáculo Charivari é uma encenação para o premiado texto homônimo da dramaturga Lourdes Ramalho com direção de Duílio Cunha. Utilizando uma arena em plena praça pública para o desfile de personagens de cunho farsesco, o espetáculo se propõe a rememorar as tradições carnavalescas medievais em diálogo com elementos do teatro contemporâneo e da cultura popular para fazer rir e, ao mesmo tempo, constituir um charivari de nossos tempos no qual o riso zombeteiro é a arma para correção dos males praticados.

Flor de Macambira (Grupo Ser Tão Teatro – PB):
Baseado na obra “O Coronel de Macambira” de Joaquim Cardozo. Adaptação: Rosyane Trotta. Direção: Christina Streva. 58min. “Flor de Macambira” é uma festa popular com música, comicidade, cor e teatralidade que conta a história da jovem Catirina, a mais bela flor da Fazenda Macambira, que sucumbe aos vícios e tentações mundanas e, para salvar a si e a seu amado, mergulha nas profundezas de sua alma. Tipos do cotidiano brasileiro como o coronel sanguinário, o padre mercantilista, o bicheiro corrupto, e o triunvirato do capitalismo: o economista ilusionista, o banqueiro especulador e o marqueteiro enganador vão sendo apresentados, quadro a quadro, no espetáculo. A peça é uma leitura contemporânea do texto da década de 60.

Abajur Lilás (Grupo Imagens de Teatro – CE):
Texto: Plínio Marcos. Direção: Edson Cândido. 1h. Texto de 1969. Foi proibido em abril de 1970 e permaneceu na gaveta da censura por uma década, sob a alegação de que atentava contra a moral e os bons costumes. Liberado em abril de 1980, provocou profundo impacto em sua estreia nacional e teve inúmeras versões regionais durante 20 anos. Três mulheres sobrevivem como prostitutas à beira da marginalidade. Apesar das incontestáveis dificuldades este cotidiano, tudo está como deveria. Até que um dia, tomada por um subido acesso de raiva e o árduo desejo de provocr o proprietário do covil, uma delas quebra um abajur. Este evento é o suficiente para desencadear a vingança do dono do prostíbulo.

Canto de Gregório (Grupo Magiluth – PE):
Dramaturgia: Paulo Santoro. Direção: Pedro Vilela. Gregório é um personagem inquieto com o sentido de suas próprias ações. Sozinho em seu canto ele busca uma ética conversando com mitos da religião e da filosofia e armando um cenário para ser julgado pelo crime de não ser um bom homem.

Circoluz Brincante (Cia Tapete Criações Cênicas – MA):
De Raquel Franco Almeida. O espetáculo explora o círculo como local do teatro, do ritual, do circense e do encontro. Nele, a palhaça Keke divide com o público elementos de sua genealogia, as partículas de brincadeira, riso e absurdo que a compõe. São exploradas as várias possibilidades de jogo e diálogo entre comicidade, cultura popular maranhense e habilidades circenses.

Flúvio e o Mar (Atores à Deriva Coletivo Artístico – RN):
Texto e Direção: Henrique Fontes. 50min. Um menino com um destino de onda, um desejo de Mar. Assim é Flúvio, o herói deste espetáculo infanto-juvenil do Coletivo Atores à Deriva. A peça conta a história de Flúvio, um menino de nome aquático que mora na pequena cidade de Elmo das Pedras e que um dia decide partir em uma aventura em busca do mar, porque segundo ele. É do mar que nasce toda a vida. No caminho encontra alguns personagens curiosos. Eles aparecem em seu caminho, alertando-o sobre suas escolhas.

O Auto da Folia de Reis (Grupo Corpos Teatro Independente – PI):
Texto, Direção e Produção: Adalmir Miranda. É um espetáculo teatral de cunho popular que traz como tema principal o Reisado do Piauí. Possui a carcterística principal de espetáculo de teatro de rua resgatando a expressão popular do nosso povo nas mais diversas áreas da cultura nordestina, trabalhando o teatro infanto-juvenil. Dentro de uma concepção bastante simples, o texto traz no seu bojo um levantamento realizado por trabalho de pesquisa sobre as expressões populares nas mais diversas áreas da cultura nordestina, tendo como foco principal o reisado e costumes do folclore piauiense.

Pólo Marginal – Opereta de Rua (Grupo de Teatro de Rua Loucos e Oprimidos da Maciel – PE):
Texto: Marco Pólo Guimarães. Direção: Carlos Salles. 60min. Conta a história de um grupo de artistas saltimbancos que decidem aportar no centro do Recife, trazendo a força da poesia e da música como forma de provocar as pessoas com relação à sensibilidade e a emoção presente em cada um de nós. Com poemas fortes e lancinantes, o espetáculo propõe uma radiografia dos problemas comumente observados nos grandes centros urbanos.

DÉGAGÉ
Assessorias de Imprensa
Jornalistas Resp: Sônia Lage e Eugênia Nogueira
30 agosto 2011

O festival mais bonito da cidade

Blá/ Foto: Arquivo FNT

Começa no próximo  sábado o XVIII FNT – Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga!


O FNT acontecerá de 03 a 10 de setembro de 2011 na cidade serrana do Ceará e contará com espetáculos de sete estados do Nordeste, além do RJ, DF, PR, MG, RS e da Argentina. O Festival conta com patrocínio da Oi que levará repertório de esquetes na Mostra Oi Esquetes.

Uma cidade com apresentações teatrais por todos os lados. É no que vai se transformar Guaramiranga/CE este ano, de 03 a 10 de setembro, com o XVIII Festival Nordestino de Teatro – FNT. O teatro Rachel de Queiroz pequeno, praças, ruas e outros espaços não convencionais vão receber os espetáculos da Mostra Nordeste, Mostra Paralela, Palco Giratório / SESC, Oi Esquetes, FNT para Crianças, Guaramiranga em Cena e Mostra Ceará Convida, com grupos convidados do Brasil e Argentina.

Realizado pela Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga – AGUA, o FNT terá, em oito dias de programação, espetáculos teatrais e de cultura popular, contação de histórias, shows, cortejo, além do Programa de Formação com ciclo de debates e X Encontro de Artistas Pesquisadores, que este ano será focado no tema “O teatro e a poética do espaço”. A ideia é contribuir para a troca de conhecimentos nos campos das artes cênicas, promovendo um forte trabalho de intercâmbio cultural em suas mais diversas expressões.

[Texto: Sônia Lage/Dégagé]